Roberta Melim/ setembro 29, 2017/ comportamento, consultoria de imagem

Minimalismo como estilo de vida ainda é um conceito muito novo, e eu entendo que haja uma deturpação da realidade, afinal quem toma a iniciativa de começar a praticar pra sua vida, muitas vezes se empolga e não percebe em como a realidade afeta até suas decisões e que o que você faz da sua vida afeta sim mais pessoas que apenas você mesmo.

Já li perguntas como “minimalismo é a mesma coisa que viver como mendigo?” ou ainda frases do tipo “quando vierem jantar em casa, tragam seus pratos, talheres e copos!” E eu entendo que muitas pessoas pensem que o Minimalismo é ter pouca coisa, ou quase nada – especialmente quem assistiu ao documentário Minimalism: A Documentary About the Important Things, onde dois amigos meio que abandonam suas carreiras de sucesso e saem mundo afora pregando a palavra do Minimalismo com tudo o que têm, que cabe numa mala de mão.

Esse caso é um extremo do espectro, como tantos outros, e a gente vê o mesmo extremismo com o consumismo – uma única pessoa morando numa mansão, com uma sequência de carros na garagem, um closet que ocupa um andar inteiro, etc. Acontece que o Minimalismo é um estilo de vida, uma filosofia de vida, e assim como qualquer coisa que você faça da sua vida, cabe à você equilibrar isso de acordo com a sua realidade, sem dispensar a realidade atual da nossa sociedade.

Vivemos em um mundo capitalista, é impossível pagar suas contas com abraço! Precisamos de um emprego pra poder arrecadar dinheiro que possa pagar pela vida que escolhemos ter: tendo um lugar pra morar, usar eletricidade, meios de locomoção, roupas, comprar comida e qualquer outra coisa necessária, como uma geladeira, pratos e talheres.

Os questionamentos que surgem quando a empolgação passa são normais, e a avaliação do que você acha melhor pra sua vida também. Mas o que vejo muito são julgamentos – e a filosofia Minimalista também é isso: descartar, na medida do possível, nossos julgamentos, porque são baseados na nossa realidade, e não na de quem estamos julgando, e isso é completamente desnecessário.

Tudo é adaptável.